31 de outubro de 2026 — Barbacena, Minas Gerais
Senhor Presidente da Academia Barbacenense de Letras,
Ilustres acadêmicos e acadêmicas,
Autoridades presentes,
Familiares, amigos e convidados,
Senhoras e senhores,
Boa noite!
Há momentos na vida em que a emoção nos convida ao silêncio, enquanto a gratidão nos impele a falar.
Esta noite é um desses momentos.
Recebo a honrosa distinção de integrar a Academia Barbacenense de Letras com profunda alegria, sincera humildade e plena consciência da responsabilidade que ela representa. Agradeço àqueles que confiaram em meu nome, aos que apoiaram minha indicação e aos que, por sua aprovação, me concedem o privilégio de participar desta Casa, cuja história está associada à valorização da inteligência, da cultura e das letras em Barbacena.
Não interpreto esta acolhida como uma conquista exclusivamente pessoal. Recebo-a como um compromisso. Uma responsabilidade que se renova a cada palavra escrita, a cada ideia compartilhada e a cada oportunidade de contribuir para a preservação e a renovação de nosso patrimônio cultural.
Chego a esta Academia sem a pretensão de ocupar um lugar que a história já preencheu de significado. Chego para aprender, para ouvir, para compartilhar experiências e para trabalhar. Chego com o respeito de quem reconhece a importância daqueles que vieram antes e com a disposição de quem deseja ajudar a construir aquilo que ainda está por vir.
Afinal, uma Academia não se engrandece apenas pelos nomes que reúne, mas também pela capacidade de manter viva a inquietação intelectual, o espírito crítico, a liberdade de pensamento e o compromisso permanente com a cultura.
Maria Natalina Jardim de Almeida: a memória que permanece
Ao assumir esta cadeira, encontro-me diante de uma responsabilidade ainda mais delicada e significativa: honrar a memória de Maria Natalina Jardim de Almeida, cuja trajetória intelectual, artística, educacional e humana merece nosso respeito e nossa reverência.
Maria Natalina não foi apenas uma mulher que escreveu. Foi uma mulher que fez da palavra uma forma de presença no mundo. Ela foi múltipla, singela e genial, professora, poeta, contista, cronista, romancista, ensaísta e pintora, tendo percorrido diferentes caminhos da expressão artística. Em sua trajetória, literatura, educação, pintura e ação social aparecem como dimensões relacionadas de uma mesma vocação: compreender a vida e contribuir para torná-la mais digna.
Nasceu em Matias Barbosa, em 25 de dezembro. A associação entre a data de nascimento e seu nome é uma sutil singularidade que fez de sua vida uma trajetória de realizações humanísticas, de generosidade e de leveza. Viveu em um período em que muitas mulheres enfrentavam obstáculos adicionais para conquistar espaços profissionais, afirmar suas ideias e exercer posições de liderança.
Sua caminhada iluminada não se limitou à escrita. Como educadora e dirigente, esteve associada a iniciativas de formação e à criação de oportunidades. Foi ela fundadora de um estabelecimento de ensino, tendo participado de diversas iniciativas de valorização da literatura produzida por mulheres. Essas informações devem ser compreendidas no contexto de sua atuação educacional e cultural, sem reduzir sua contribuição a uma única função.
Essa dimensão de sua atuação merece ser lembrada com especial atenção. Maria Natalina não foi somente autora de livros; também esteve ligada à criação de ambientes em que outras pessoas poderiam aprender, criar e se expressar. Seu legado, portanto, pode ser considerado tanto nas páginas que escreveu quanto nas iniciativas de que participou e nas relações que estabeleceu.
Há, entretanto, um aspecto de sua história que me toca de maneira particular: sua passagem por Barbacena.
Foi aqui, nesta cidade, que Maria Natalina desenvolveu iniciativas de assistência aos mais pobres, incluindo a distribuição de medicamentos, e esteve ligada à idealização de um projeto de acolhimento associado à instituição conhecida como Vila Sant’Ana.
Essa convergência entre pensamento e ação é especialmente significativa.
A mulher que escrevia sobre a vida também procurou ampará-la onde ela se apresentava mais vulnerável. A escritora que cultivava a palavra não se esquecia de que, antes de qualquer obra, existe o ser humano, com suas necessidades, suas fragilidades e sua dignidade. Em Maria Natalina, cultura e ação social parecem ter mantido uma relação estreita, voltada à formação, ao cuidado e à participação comunitária.
Sua produção literária é associada a obras como Rosa Menina, No Mar da Vida e Flores das Quatro Estações, títulos que sugerem diferentes possibilidades de leitura relacionadas à infância, às travessias da existência, à passagem do tempo, à beleza, à mudança e à multiplicidade dos sentimentos.
Em Rosa Menina, a imagem da rosa sugere delicadeza, descoberta e crescimento, além da necessidade de cuidado diante das experiências que formam uma personalidade. A obra pode ser lida como expressão de uma autora sensível às etapas da vida e à importância da educação dos afetos.
No Mar da Vida evoca a condição humana como travessia. O mar, em sua força e instabilidade, oferece uma imagem possível para falar das incertezas, das perdas, das esperanças e das escolhas que acompanham cada pessoa. Ao recorrer a essa metáfora, a obra pode aproximar a literatura da experiência cotidiana, mostrando que viver também envolve enfrentar correntes e buscar direção.
Já Flores das Quatro Estações sugere uma visão plural do tempo e da existência. As estações podem ser lidas como imagens das fases humanas, dos ciclos de amadurecimento, das mudanças interiores e da renovação. A metáfora das flores, nesse contexto, pode representar tanto a delicadeza quanto a capacidade de florescer sob diferentes circunstâncias.
Essas obras, consideradas em conjunto, permitem perceber a amplitude atribuída à sua sensibilidade literária. Maria Natalina transitou por temas ligados à formação, à memória, à passagem do tempo, aos sentimentos e à condição humana. Sua escrita parece nascer de uma observação atenta do mundo e de uma disposição para encontrar significado nas experiências aparentemente simples.
Sua produção não pode ser separada de sua atuação como professora, dirigente e agente cultural. A autora que escrevia sobre a vida também se dedicava à formação de pessoas e à criação de condições para a circulação da cultura. A literatura, em seu percurso, não se afastava da realidade: aproximava-se dela, escutava suas dores e procurava responder às suas necessidades.
Por isso, quando recordamos Maria Natalina Jardim de Almeida, não devemos lembrar apenas uma lista de gêneros ou de títulos. Devemos reconhecer uma mulher cuja trajetória reuniu diferentes formas de atuação. Foi poeta e educadora, artista e dirigente, escritora e participante de iniciativas sociais. Em cada uma dessas dimensões, encontramos a disposição para observar, criar, ensinar e servir.
Sua obra permanece como testemunho de uma inteligência sensível e de uma personalidade capaz de aproximar imaginação e responsabilidade. Seus livros nos convidam a olhar para a vida com mais atenção, enquanto sua atuação social nos recorda que nenhuma expressão cultural alcança sua plenitude quando permanece indiferente ao sofrimento humano.
Maria Natalina nos deixa, assim, uma lição que ultrapassa as fronteiras da literatura: a grandeza de uma trajetória pode ser reconhecida tanto naquilo que se produz quanto naquilo que se oferece aos outros.
Ao pronunciar seu nome nesta noite, não pretendo resumir uma vida tão rica a algumas palavras. Quero, antes, reconhecer a dignidade de sua trajetória, destacar a permanência de sua obra e expressar minha reverência à sua memória.
Não venho substituir sua história. Venho sucedê-la na continuidade de uma tradição que ela ajudou a honrar.
Assumir a cadeira que lhe é atribuída nesta Academia significa receber não apenas uma distinção, mas também uma pergunta: o que farei com a herança que me é confiada? A resposta não pode estar somente em discursos. Precisa manifestar-se no trabalho, na participação, no respeito à cultura e na disposição de manter viva a memória daqueles que contribuíram para esta Casa.
E, se me for permitido acrescentar alguma contribuição a esta Academia, desejo fazê-lo consciente de que toda nova presença deve saber respeitar as marcas deixadas por aqueles que a precederam. Quero que minha passagem por esta cadeira seja uma forma de diálogo com Maria Natalina: não uma tentativa de imitá-la, impossível e desnecessária, mas um esforço para compreender os valores associados à sua trajetória e prolongar, em meu próprio tempo, o compromisso que ela demonstrou com a palavra, a educação, a arte e o ser humano.
À memória de Maria Natalina Jardim de Almeida, minha homenagem, meu respeito e minha gratidão.
Barbacena: a cidade que também habita minha história
Senhoras e senhores,
Esta noite tem para mim um significado que vai além do reconhecimento intelectual. Ela me reconduz às raízes de minha própria história.
Nasci em Belo Horizonte, mas Barbacena ocupa um lugar singular em minha trajetória. Foi nesta cidade que residiam meus tios, Clodoaldo e Therezinha, pais amados para sempre, que me acolheram por meio da adoção e participaram decisivamente da construção de minha vida.
Por isso, estar aqui, nesta noite, não é apenas retornar a uma cidade querida. É reencontrar uma parte essencial de mim mesmo.
A vida nem sempre se apresenta segundo os caminhos que imaginamos. Às vezes, ela nos conduz por circunstâncias que somente o tempo, a maturidade e a reflexão nos permitem compreender em toda a sua dimensão.
Minha história pessoal é marcada por esse encontro entre origens, afeto, acolhimento e espiritualidade. Ao revisitar literariamente essa experiência, procurei compreender não apenas os acontecimentos, mas também as emoções, os motivos e os vínculos humanos que contribuíram para formar quem sou.
Foi uma experiência que me ensinou a reconhecer a importância dos laços que construímos, para além das circunstâncias que nos trouxeram ao mundo.
A família que me acolheu ofereceu-me bases firmes para a vida. Deu-me referências, valores e condições para trilhar meu próprio caminho. A ela devo uma parte fundamental daquilo que sou.
Por isso, minha gratidão a Barbacena é também gratidão à minha família.
Há cidades que conhecemos. Há cidades pelas quais passamos. E há aquelas que, por uma razão ou por outra, passam a fazer parte de nossa identidade.
Barbacena pertence a esta última categoria.
É profundamente emocionante que, tantos anos depois, eu retorne a esta cidade para assumir uma cadeira na Academia Barbacenense de Letras. O menino cuja história foi atravessada pelo acolhimento familiar encontra agora, nesta Casa, uma nova forma de pertencimento.
Recebo essa coincidência de caminhos com serenidade e gratidão. Não como uma explicação definitiva para os mistérios da vida, mas como uma oportunidade de reconhecer a beleza dos vínculos que nos sustentam.
À cidade que me acolheu por intermédio de minha família, deixo hoje uma declaração pública de amor, respeito e reconhecimento.
Muito obrigado, Barbacena!
A palavra como compromisso
Minha trajetória profissional me conduziu por diferentes campos de atuação. Sou advogado, empresário, jornalista, escritor e professor. Ao longo dos anos, participei de iniciativas empresariais, institucionais, culturais e de aproximação entre pessoas, organizações e países.
Essas experiências me ensinaram que a palavra tem uma responsabilidade que ultrapassa sua aparência.
Uma palavra pode esclarecer ou confundir. Pode aproximar ou afastar. Pode construir pontes ou levantar muros. Pode alimentar preconceitos ou abrir caminhos para o entendimento.
Por isso, acredito que escrever exige mais do que domínio da linguagem. Exige consciência, responsabilidade e respeito pela inteligência e pela liberdade de quem lê.
A literatura não precisa oferecer respostas definitivas para cumprir sua missão. Muitas vezes, sua maior contribuição consiste em formular a pergunta que ainda não havíamos feito, revelar um sentimento que não sabíamos nomear ou nos ajudar a enxergar, sob outra perspectiva, uma realidade que julgávamos conhecer.
É nesse espaço de liberdade que reconheço o valor da escrita.
Em Um Dia de Cada Vez, reuni 365 mensagens destinadas a oferecer reflexões sobre a vida, os sentimentos, os valores, a serenidade, a fé e a força interior. São textos que podem ser lidos na sequência ou livremente escolhidos pelo leitor, de acordo com seu momento e sua necessidade.
Nunca considerei que escrever significasse determinar como alguém deve pensar ou viver. Meu propósito foi oferecer palavras que pudessem acompanhar, estimular a reflexão e contribuir para que cada pessoa encontrasse seus próprios caminhos.
Acredito que a literatura pode fazer companhia sem invadir, sugerir sem impor e despertar consciências sem retirar de ninguém a liberdade de pensar.
Em Homens que Você Ainda Não Conhece que Transformam o Mundo, obra coletiva da qual participam seis escritores, compartilhei uma narrativa romanceada de minha história pessoal, especialmente sobre meu nascimento, minha adoção e as circunstâncias afetivas e espirituais que marcaram essa experiência.
Ao escrever sobre minhas origens, compreendi ainda mais profundamente que a memória não é apenas um registro do passado. É também uma maneira de refletir sobre aquilo que nos constitui, sobre as pessoas que participaram de nossa formação e sobre os valores que desejamos transmitir.
Além dos livros, mantenho uma produção cotidiana de textos na página Velamestra, no Facebook, e contribuo, esporadicamente, com periódicos e jornais do interior de Minas Gerais e de Portugal.
São formas diferentes de exercer uma mesma vocação: observar a vida, refletir sobre o comportamento humano e procurar traduzir em palavras aquilo que merece ser pensado, preservado ou transformado.
Não afirmo que a literatura possa resolver todos os problemas de nosso tempo. Seria uma pretensão injustificável. Mas acredito firmemente que nenhuma sociedade se torna verdadeiramente melhor quando abandona a leitura, despreza a cultura ou perde a disposição para o diálogo.
A palavra não substitui a ação. Entretanto, pode inspirá-la, orientá-la e conferir-lhe sentido.
E é essa responsabilidade que desejo trazer comigo para esta Academia.
O compromisso com a Academia e com o futuro
Ilustres acadêmicos,
Assumo esta nova etapa com o entendimento de que a tradição não é um monumento imóvel, destinado apenas à contemplação.
A tradição é uma herança viva. Precisa ser conhecida, respeitada e transmitida, mas também deve encontrar novas formas de dialogar com seu tempo.
Honrar uma Academia significa preservar sua memória, valorizar a contribuição de seus integrantes, reconhecer a importância de suas obras e trabalhar para que a cultura permaneça acessível às novas gerações.
Significa compreender que o conhecimento não pertence a um pequeno círculo, mas deve encontrar caminhos para alcançar a sociedade, as escolas, os jovens, os leitores e todos aqueles que ainda estão descobrindo o poder transformador da palavra.
Quero contribuir para que esta Casa permaneça aberta à inteligência, à diversidade de ideias e à convivência respeitosa entre diferentes visões de mundo.
Não precisamos pensar todos da mesma maneira para construir algo em comum. Precisamos, isto sim, cultivar a capacidade de ouvir, argumentar, discordar com respeito e reconhecer a dignidade de quem pensa diferentemente de nós.
Em tempos de manifestações apressadas, de julgamentos precipitados e de relações frequentemente reduzidas à superficialidade, considero ainda mais importante recuperar o valor da reflexão, da serenidade e da responsabilidade no uso da palavra.
A cultura exige tempo. A literatura exige sensibilidade. O pensamento exige liberdade. E a convivência exige respeito.
São valores que desejo cultivar nesta Academia, ao lado de meus confrades e de minhas confreiras.
Não prometo realizações extraordinárias apenas para dar solenidade a este momento. Prefiro assumir um compromisso simples e verdadeiro: estar presente, participar, trabalhar, aprender e contribuir com seriedade para os objetivos desta instituição.
Que minha atuação seja julgada pelo trabalho realizado, pela lealdade aos princípios que hoje reafirmo e pela disposição permanente de colaborar.
Que eu saiba reconhecer meus limites sem renunciar às minhas convicções. Que saiba defender minhas ideias sem desrespeitar as ideias alheias. Que nunca confunda firmeza com intolerância, nem humildade com omissão.
E que a ética permaneça como referência indispensável em todas as minhas escolhas.
Gratidão, paz e comunhão de valores
Ao concluir estas palavras, retorno ao sentimento que me acompanha desde o início desta solenidade: a gratidão.
Gratidão à Academia Barbacenense de Letras, pela acolhida e pela confiança.
Gratidão à memória de Maria Natalina Jardim de Almeida, cuja trajetória me inspira a compreender que a cultura alcança sua expressão mais elevada quando se aproxima da vida e do ser humano.
Gratidão a Barbacena, cidade que participa de minha história e à qual retorno com o coração repleto de reconhecimento.
Gratidão à família que me acolheu, me ofereceu fundamentos e me ajudou a construir o caminho que hoje percorro.
Gratidão aos meus familiares, aos amigos e a todos aqueles que, de diferentes maneiras, contribuíram para minha formação e continuam a me estimular a seguir adiante.
E gratidão a Deus, pela vida, pelas oportunidades, pelos encontros e pela serenidade necessária para compreender que cada etapa traz consigo novos deveres.
Desejo que minha presença nesta Academia seja marcada pela paz que não significa ausência de divergências, mas capacidade de conviver com elas; pela liberdade que não dispensa responsabilidade; pela firmeza que não exclui a gentileza; e pela convicção de que os verdadeiros valores se fortalecem quando são praticados, e não apenas proclamados.
Que saibamos construir pontes entre gerações, aproximar a literatura da sociedade e fazer da cultura um espaço de encontro, reflexão e comunhão de ideias.
Que não nos falte coragem para defender aquilo em que acreditamos, sabedoria para reconhecer aquilo que precisamos aprender e generosidade para compartilhar o que temos de melhor.
Porque a vida passa, os cargos se encerram, os títulos perdem sua importância circunstancial. Mas o bem que fazemos, o conhecimento que compartilhamos e a dignidade com que tratamos as pessoas podem permanecer na memória de uma comunidade.
É essa permanência que desejo buscar.
Ao assumir esta cadeira, não considero encerrada uma trajetória, mas iniciada uma nova responsabilidade. Trago comigo minhas experiências, minhas convicções, minhas dúvidas e meus sonhos. Trago, sobretudo, a disposição de continuar aprendendo e de colocar a palavra a serviço da compreensão humana, da cultura e da paz.
Que eu possa honrar esta Casa não apenas pelo que disser nesta noite, mas por aquilo que fizer a partir de amanhã.
E que, ao longo do caminho, eu jamais me esqueça de que a literatura, em sua expressão mais generosa, não existe para engrandecer quem escreve, mas para ampliar o horizonte de quem lê.
Muito obrigado pela acolhida.
Muito obrigado pela confiança.
Muito obrigado, Barbacena, por fazer parte da minha história.
Recebo esta distinção com humildade, assumo este compromisso com firmeza e sigo adiante com fé, serenidade e esperança.
Que a palavra nos ilumine, que a ética nos oriente, que a cultura nos aproxime e que a paz seja sempre o horizonte de nossas ações.
Muito obrigado!
Claudio Motta